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A família e o agronegócio - gestão e Administração

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Por Adm. Lanes Tadeu Migliavaca, diretor administrativo da Mig-Plus Nutrição Animal, agraciado com o Prêmio Mérito em Administração do CRA/RS 2009 no setor privado

 

 

 

 

Inicialmente, evidencio que os grandes empreendimentos no agronegócio são primordiais para suportar o enorme crescimento na demanda de alimentos, sem os quais, não haveria condições de suprir o volume necessário para alimentar o povo. Entretanto, é vital a manutenção das famílias com vocação no meio rural, como também, proporcionar condições aos empreendedores que vislumbram oportunidades de crescimento que o setor oferece, ainda que, com enormes riscos que se deparam na produção primária, devido as intempéries incontroláveis e pelas variações de mercado como um todo.
É comum constatarmos investimentos de grande envergadura no agronegócio, desde a produção até o beneficiamento, objetivando a agregação de valor à produção primária, pois, se esta vai bem, tudo anda melhor.
Por acreditar e confiar no crescimento da renda e no inevitável aumento da população, deveremos implementar ainda mais os investimentos no setor, buscando a excelência da produtividade com ênfase na qualidade, proporcionando aos consumidores maior segurança e melhor acesso aos produtos alimentícios que, por consequência, reduzirá os gastos com saúde da população.
Considerando que a ampliação da renda familiar no meio rural é fundamental, deveríamos empenhar maiores recursos na busca de aperfeiçoamento de processos produtivos, tanto nas técnicas de cultivo e criações, quanto na ampliação de agregação no beneficiamento e elaboração, proporcionando treinamento e aperfeiçoamento técnico dos jovens com real vocação pro agronegócio.
Muitos jovens interioranos, por falta de opções na busca do aperfeiçoamento, cursam faculdades diversas à sua vocação, pois estas, que lhes dariam continuidade no meio atuante, normalmente demandam de horário integral, inviabilizando o aperfeiçoamento, desvirtuando a potencialidade que lhe é nata, ainda assim, melhor do que estar à mercê do crescimento no aprendizado.
Mais jovens deveriam cursar Administração de Empresas, como alguns o fazem, sem menosprezo aos demais cursos, aliás, também essenciais, aperfeiçoando seus dotes e aplicando nas propriedades preceitos elementares das técnicas de Administração, viabilizando melhorias e a rentabilidade, bem como, estimulando o empreendedorismo, pois é disso que o país mais necessita.
Inúmeros são os casos de sucesso de empreendedores no agronegócio, graças às técnicas administrativas aplicadas sem as quais sucumbiriam, mas muito maiores são as oportunidades que ainda se apresentam e estão por eclodir que os jovens não poderão desperdiçar.
Inúmeras famílias rurais possuem técnicas peculiares na produção de iguarias artesanais e gastronômicas, algumas em franco crescimento, carecendo de maior exploração destes nichos de mercado rentáveis, como ocorre na maioria dos países europeus, onde se percebe claramente o quanto é implementada a renda familiar com adoção destas práticas que deveriam ser ampliadas, visando a manutenção daqueles costumes, sob pena de caírem em desuso pelo esquecimento, desperdiçando oportunidades inigualáveis.
Vislumbrar as oportunidades não é atribuição apenas do Administrador, mas do empreendedor em geral, seja de qualquer profissão, mas a participação na gestão profissional, agilizaria e contribuiria no crescimento do negócio.

 

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