NOTA DE ALERTA À SOCIEDADE E AOS GESTORES DO RIO GRANDE DO SUL

NOTA DE ALERTA À SOCIEDADE E AOS GESTORES DO RIO GRANDE DO SUL


Considerando:

●       A curva ascendente da pandemia;

●       Indicadores que demonstram o pior cenário de todos desde março de 2020 e com perspectiva de aumento exponencial de infectados - em 21/03/2021, nosso estado contabilizou 791.219 casos de COVID-19, sendo Porto Alegre o Município de maior incidência, com 110.292 casos[1];

●       O crescente número de óbitos da população, em número recorde no Estado do RS: com 16.869 mortes por COVID-19 somados em 21/03, somos o terceiro estado brasileiro com mais mortes;

●       Os óbitos de profissionais que cuidam da saúde da nossa população;

●       O crescente número de hospitalizações, cuja gravidade é demonstrada nos boletins epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde, com recente aumento de 183% das hospitalizações devido à COVID-19 e atual taxa de ocupação de leitos de UTI em 107%[2];

●       O colapso dos serviços de saúde em todos os níveis de atenção (não só hospitais, mas Unidades de Pronto-Atendimento e Unidades Básicas de Saúde), a sobrecarga dos profissionais de saúde e a falta de profissionais qualificados para os atendimentos de alta complexidade – afetando diretamente a segurança no atendimento;

●       A circulação de variantes do coronavírus, com maior potencial de transmissibilidade e provável maior tendência ao agravamento do quadro clínico das pessoas contaminadas, inclusive entre pessoas mais jovens e sem comorbidades, dificultando ainda mais o controle do aumento de casos;

●       O fato de estarmos passando por uma crise humanitária, com escassez de insumos e medicamentos, incluindo vacinas para a imunização integral da população;

O Fórum dos Conselhos Regionais e Ordens das Profissões Regulamentadas, através  de sua Câmara da Saúde, vem através da presente, expressar a preocupação sobre a gravíssima situação da pandemia da COVID-19 no Brasil, especialmente em nosso Estado, onde estamos vivendo uma catástrofe na área de saúde pública.

Este cenário caótico e de colapso certamente perdurará por longo tempo, principalmente com o advento da proximidade do período de inverno, em que os casos de síndromes respiratórias aumentam, independentemente da pandemia. Cremos que as estruturas de saúde, bem como os órgãos governamentais, não irão suportar tamanha demanda.

Assim, pedimos o engajamento dos gestores para:

●     Ampliar todas as medidas de restrição de circulação de pessoas e distanciamento social, mantendo o funcionamento exclusivo de serviços essenciais;

●     Estabelecer meios para uma fiscalização efetiva, garantindo o cumprimento dos Protocolos definidos para as Bandeiras, de forma a frear a curva ascendente do contágio;

●     Ampliar a divulgação sobre as medidas básicas de prevenção por todos os meios disponíveis;

●     Garantir a aquisição dos insumos necessários para dar seguimento ao atendimento de pacientes com COVID, incluindo os Equipamentos de Proteção Individuais aos Profissionais;

●     Efetivar de maneira rápida e eficaz o Plano de Vacinação a toda População;

●     Ofertar medidas de auxílio emergencial à população mais vulnerabilizada pela pandemia.

Além disso, conclamamos à população para que:

●     Faça a sua parte! Use máscara facial cobrindo a boca e o nariz sempre que estiver fora de casa. Troque a máscara com frequência, não passe todo o dia com a mesma máscara.

●     Evite tocar o rosto.

●     Lave as mãos com frequência usando água e sabão ou álcool gel 70%.

●     Use álcool 70% ou água sanitária para limpar as superfícies onde tocamos.

●     Faça distanciamento: não se aproxime das pessoas a menos de 2 metros.

●     Cumprimente as pessoas de longe: não dê abraço, beijo nem aperto de mãos.

●     Seja consciente: EVITE AGLOMERAÇÕES! Não é o momento de fazer visitas, churrascos, comemorações presenciais. O vírus pode estar em você e, sem saber, você pode infectar quem você ama. Fique em casa sempre que puder e só saia para o que for absolutamente necessário.

A cada leito de UTI que vaga, alguém pode estar chorando a perda de seu familiar.

Assinam:

1. ASSOCIAÇÃO RIOGRANDENSE DE IMPRENSA 

2. CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO DO RS - CAU/RS

3. CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO RS - CRA/RS

4. CONSELHO REGIONAL DE BIBLIOTECONOMIA DA 10ª REGIÃO -CRB10

5. CONSELHO REGIONAL DE BIOLOGIA DA 3ª REGIÃO -CRBIO-03

6. CONSELHO REGIONAL DE BIOMEDICINA  DA 5ª REGIÃO - CRBM

7. CONSELHO REGIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA  DA 2ª EGIÃO - CREF2/RS

8. CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DO RS -  COREN/RS

9. CONSELHO REGIONAL DE ESTATÍSTICA DA 4ª REGIÃO - CONRE4

10. CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO RS - CRF/RS

11. CONSELHO REGIONAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL DA 5ª REGIÃO - CREFITO5

12. CONSELHO REGIONAL DE FONOAUDIOLOGIA DA 7ª REGIÃO - CRFEFONO7

13. CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA  DO RS- CRMV/RS

14. CONSELHO REGIONAL DE NUTRICIONISTAS  DA 2ª REGIÃO - CRN2

15. CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA DO RS - CRO/RS

16. CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DO RS - CRP/RS

17. CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL 10ª REGIÃO - CRESS RS

18. CONSELHO REGIONAL DE TÉCNICOS EM RADIOLOGIA DA 6ª REGIÃO - CRTR6

19.CONSELHO REGIONAL DOS TÉCNICOS INDUSTRIAIS DO RS – CRT-RS        

20. ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - OAB/RS

21. ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL - OMB/RS

[1]De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde do RS disponíveis em https://ti.saude.rs.gov.br/covid19/

[2]Conforme o Boletim Epidemiológico COVID-19 - Semana Epidemiológica 09 de 2021, do Centro de Operações de Emergência do Rio Grande do Sul/ COERS, disponível em https://coronavirus.rs.gov.br/upload/arquivos/202103/13160241-boletim-epidemiologico-covid-19-coers-se-09.pdf