Não há Administração sem ousadia
04/09/2015

Não há Administração sem ousadia

Encerrando a programação de quinta-feira (3), o consultor empresarial e pesquisador do comportamento humano, Carlos Hilsdorf abordou o tema “Podemos Construir Empresas à Prova de Fracassos? Questões fundamentais para a sobrevivência das organizações”. Hilsdorf deu início à palestra questionando ao público se pode existir uma empresa à prova de fracassos.

Para ele, a principal causa do fracasso é a obsolescência. “Não há Administração sem ousadia, e ousadia não é correr riscos, mas sim, assumir riscos”, explica ele. O pesquisador destaca que o capitalismo foi surpreendido pelo retorno do capital humano no mundo pós-industrial; e esta volta não ficou restrita ao capital intelectual e emocional, mas rumou para dimensões integrais e transcendentes de um modelo de relações baseadas em reciprocidade voluntária. De acordo com Hilsdorf, as empresas fracassam pelo “salto alto”, pelas suas incoerências. “Em uma empresa onde todos pensam iguais, não há desafios. A meta deve ser conjunta, mas as ideias devem sempre ser diferentes”, ressaltou.

Há uma busca desesperada pela inovação e pelo conhecimento, mas segundo o palestrante, não é o estoque de conhecimento que garante o amanhã, mas sim a capacidade de gerar conhecimento. Ele destacou que as empresas evolutivas assemelham-se à web, são abertas, meritocráticas, colaborativas, realmente inovadoras, autogeridas pelos seus pares, feitas para o futuro, feitas para pessoas e que escutam estas pessoas. Para Hilsdorf, o papel do Administrador e do CEO do futuro é o de possuir multiexpertises e visão integrada, mantendo sempre o foco definido. “O líder é aquele que tem a capacidade de influenciar”, afirmou.